quinta-feira, 21 de julho de 2011

SOBERANO
Ando perdido por aí
Como se em qualquer lugar fosse encontrar-me
Ditando frases de animo solitariamente
Preparando minha carcaça para o momento final.

Na existencia do mundo,passo invisivel
Trancado em mim as sete chaves
Com poucas palavras aniquilo-me
Sem sorrisos,sinto a falta de amigos
Olhar para a lua com alguem do lado.

Nao sei curar minhas chagas
Defender-me dos meus demonios
Deixo-os levarem-me para baixo
Ao fim do poço.

Nao escuto som algum
E os sons que escuto nao me interressam
Buscar olhos perdidos na noite
Voltar sem um olhar para o meu
Cauterizar no meu eu a insignia:
Apenas um homem fragil.

É tao triste e cruel
Sair de sua propria masmorra
Onde o carrasco pode ser qualquer um
Que devolve suas palavras sem escuta-lo
Fingindo piedade enquanto voce agoniza
Pedindo ajuda sem olhar para as faces
Sem distinguilas entre verdadeiras e falsas
No horror do teatro da vida real.

20/OUT/201O

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