Andei muito tempo por corredores dentro de mim
Olhei bastante o mundo atraves das janelas de meus olhos
Procurei em minha memoria alguma frase solta que me confortasse
Tateei-me incansavelmente buscando algo que preenchesse a caixa vazia do meu coraçao
Era tao fugaz.
Muitas vezes,apaguei vestigios deixados pelo caminho
Como se nao quizesse acertar a volta para algum lugar
Almejando perder qualquer bussola que viesse a bordo comigo
Esquecer nomes,rostos,gostos e mundos
Era tao irreal.
Sentei constantemente proximo de mim
Repensei sem querer pensar em nada que me lembrasse
Pensamentos sufocados de fracasso e tormenta
Sensaçao de nada construido em uma vida inteira
Era tao incapaz.
Confrontar a mim mesmo numa batalha sangrenta
Seguir em resignado silencio numa via bastante sofrida
Permitir-me povoar de ideias tolas fracassadas
Afundar esse navio chamado:eu,no mar do esquecimento
Era tao inutil.
Quando era pequeno,tao bom tantas vezes
Admirar borboletas enquanto imbecis julgavam-me imbecil
Imaginar no fundo do ceu inumeros animais
Era tanta merda legal que hoje nao faço mais
Era tao legal a inconsequencia.
23 out 2011
sábado, 22 de outubro de 2011
domingo, 9 de outubro de 2011
TE AMO,ORGIA
Por entre lençois perco-me
Beijando bocas sem saber o dono
Ambos os generos defamam-me
As vezes sao tantos que nem conto
Nao procuro saber se é amor
Deixo a libido travar -me a vontade
Nao procuro um par de maos que me acalentem
Procuro uma porçao de dedos que me satisfaçam
Quero fechar os olhos e sentir-me inteiro
Chegar ao apice entre carinho e truculencia
Esquecer no outro dia o nome,estereotipo ou endereço
O gosto que teve o beijo
Incontaveis sussurros e torçoes
Encaixes delicados
E apertoes firmes
No dia seguinte ver as mesmas coisas:
O sol pela janela
O corpo cansado
O quarto em silencio
E aquela sensaçao sempre preguntando:
-Sera que valeu apena?
09-10-2011
Beijando bocas sem saber o dono
Ambos os generos defamam-me
As vezes sao tantos que nem conto
Nao procuro saber se é amor
Deixo a libido travar -me a vontade
Nao procuro um par de maos que me acalentem
Procuro uma porçao de dedos que me satisfaçam
Quero fechar os olhos e sentir-me inteiro
Chegar ao apice entre carinho e truculencia
Esquecer no outro dia o nome,estereotipo ou endereço
O gosto que teve o beijo
Incontaveis sussurros e torçoes
Encaixes delicados
E apertoes firmes
No dia seguinte ver as mesmas coisas:
O sol pela janela
O corpo cansado
O quarto em silencio
E aquela sensaçao sempre preguntando:
-Sera que valeu apena?
09-10-2011
terça-feira, 4 de outubro de 2011
FIM DA LINHA
Talvez fosse a paisagem...
Nao importa se estava em um descampado
Ou em um cruzamento urbano
Olhou a cruz de santo andre na placa
E nao mais sentiu-se humano.
O ceu estava claro e limpido
Nao queria ser salvo
So queria apenas um trem
Entao retorceu o paleto ate deixa-lo alinhado
Acertou o relogio entre o radio e o ulna
Enxugou do rosto a covardia e o ressentimento
Lembou de todos os amigos como num livro de uma linha só
E respirou toda a podridao do mundo
Enchendo o pulmao com o mal cheiro da solidao.
La vinha ele trazendo consigo o som da morte
Oponente como um grande ator entrando em cena rasgando o palco
Com todo o seu maquinario infernal
Ao certo ja teria estraçalhado algo
Um ultimo olhar ao relogio
Como se aquela estupidez tivesse hora marcada
Como se nao tivesse pago o bilhete do embarque
Como se cada ente querido quisesse ficar com uma parte
Pensou e tentou recuar...
Nao havia mais tanta distancia
Nao havia mais homem
...apenas partes.
05 outubro 2011
Nao importa se estava em um descampado
Ou em um cruzamento urbano
Olhou a cruz de santo andre na placa
E nao mais sentiu-se humano.
O ceu estava claro e limpido
Nao queria ser salvo
So queria apenas um trem
Entao retorceu o paleto ate deixa-lo alinhado
Acertou o relogio entre o radio e o ulna
Enxugou do rosto a covardia e o ressentimento
Lembou de todos os amigos como num livro de uma linha só
E respirou toda a podridao do mundo
Enchendo o pulmao com o mal cheiro da solidao.
La vinha ele trazendo consigo o som da morte
Oponente como um grande ator entrando em cena rasgando o palco
Com todo o seu maquinario infernal
Ao certo ja teria estraçalhado algo
Um ultimo olhar ao relogio
Como se aquela estupidez tivesse hora marcada
Como se nao tivesse pago o bilhete do embarque
Como se cada ente querido quisesse ficar com uma parte
Pensou e tentou recuar...
Nao havia mais tanta distancia
Nao havia mais homem
...apenas partes.
05 outubro 2011
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