É facil para voce ir embora
Depois de dizer adeus...
Mas antes de dizimar tudo o que ainda sinto
Fure-me os olhos
Por todos os momentos que te olhei
Corte-me as maos
Por todas as caricias que te deleitei
Mutile meus labios
Por todos os beijos que te dei
Desfigure meu rosto
Por toda a feiçao que te dediquei
Quebre minhas pernas
Por toda a solicitude que nao te neguei
Arranque do meu peito
Atraves de navalhadas
O meu coraçao pulsando em vida
E escreva nele com todas as letras:
A ingratidao nao exige o esforço
Que a gratidao traz consigo.
VANDERLI ALVES(11-NOVEMBRO-2012)
segunda-feira, 12 de novembro de 2012
quinta-feira, 8 de novembro de 2012
O VELHO LOBO DO MAR
De tudo tinha sua opniao
Afinal,foi uma vida toda vívida
Muitos momentos ruins que nao chorou porque era homem
Outros momentos bons como a chegada do seu primeiro filho
Arduos dias de trabalho desumano para ter com que alimentar a prole.
As vezes era amigo
As vezes era carrasco
E nas horas vagas super heroi derrotado.
Por mais que fosse triste para os filhos
Jamais demonstraria o quanto amava todos ali
Sempre tendo uma palavra amiga que começava com:meu filho...
Mas ,quando o assunto era ele,nao falava uma so palavra
Ficava em total silencio,digna estatua patriarcal.
Nunca derramou lagrima em publico
Nunca demonstrou afeto
Nunca disse:eu te amo meu filho
Lembro na infancia que tive
Que muitas vezes voce foi meu benfeitor
Meu defensor,unica fortaleza
Ser invencivel
Agora jaz ali
Imovel na sala
Com seus cabelos tao grisalhos
Barba mal feita
Rosto de expressao serena
Em seu baluarte.
Sinto-me igual a uma das velas que o cercam
Pois assim como eu,estavam tao perto dele
Mas eu nunca tive coragem pra dizer:pai eu te amo
Cumpriu sua missao,o resto é comigo
Ter voce como meu pai foi um prazer
Lagrimas escorrem em silencio
Enquanto perto dele as velas definham.
VANDERLI ALVES(09-NOVEMBRO-2012)
Afinal,foi uma vida toda vívida
Muitos momentos ruins que nao chorou porque era homem
Outros momentos bons como a chegada do seu primeiro filho
Arduos dias de trabalho desumano para ter com que alimentar a prole.
As vezes era amigo
As vezes era carrasco
E nas horas vagas super heroi derrotado.
Por mais que fosse triste para os filhos
Jamais demonstraria o quanto amava todos ali
Sempre tendo uma palavra amiga que começava com:meu filho...
Mas ,quando o assunto era ele,nao falava uma so palavra
Ficava em total silencio,digna estatua patriarcal.
Nunca derramou lagrima em publico
Nunca demonstrou afeto
Nunca disse:eu te amo meu filho
Lembro na infancia que tive
Que muitas vezes voce foi meu benfeitor
Meu defensor,unica fortaleza
Ser invencivel
Agora jaz ali
Imovel na sala
Com seus cabelos tao grisalhos
Barba mal feita
Rosto de expressao serena
Em seu baluarte.
Sinto-me igual a uma das velas que o cercam
Pois assim como eu,estavam tao perto dele
Mas eu nunca tive coragem pra dizer:pai eu te amo
Cumpriu sua missao,o resto é comigo
Ter voce como meu pai foi um prazer
Lagrimas escorrem em silencio
Enquanto perto dele as velas definham.
VANDERLI ALVES(09-NOVEMBRO-2012)
quarta-feira, 7 de novembro de 2012
DEPRESSAO EM OUTDOORS
Tento tomar uma xicara de cha para relaxar
Olhar a paisagem pela janela ja nao mais me acalma
O cheiro de lençois vazios ecoam pela cama inteira
E o corredor da sala continua iluminado pela solidao das luminárias.
Absolutamente nao consigo pensar em mais nada
Quando seu nome começa a ecoar pela minha mente
Minhas faculdades mentais travam
E como uma represa eu contenho as lagrimas.
Voce nao sabe o quanto é dificil para mim
Chorar por dentro é sufocante demais
Na despedida fiz-me de rogado
Eu que fiquei,fostes embora
Esquecestes,eu que sofro agora
A vida é assim hora sangrenta
Ora é so ir embora.
Depois que acaba o cha
Depois que fecho a janela
Sobre os lençois vazios
Da para ouvir o meu choro do corredor da sala
Que continua iluminado pela solidao das luminárias.
VANDERLI ALVES(07-NOVEMBRO-2012)
Olhar a paisagem pela janela ja nao mais me acalma
O cheiro de lençois vazios ecoam pela cama inteira
E o corredor da sala continua iluminado pela solidao das luminárias.
Absolutamente nao consigo pensar em mais nada
Quando seu nome começa a ecoar pela minha mente
Minhas faculdades mentais travam
E como uma represa eu contenho as lagrimas.
Voce nao sabe o quanto é dificil para mim
Chorar por dentro é sufocante demais
Na despedida fiz-me de rogado
Eu que fiquei,fostes embora
Esquecestes,eu que sofro agora
A vida é assim hora sangrenta
Ora é so ir embora.
Depois que acaba o cha
Depois que fecho a janela
Sobre os lençois vazios
Da para ouvir o meu choro do corredor da sala
Que continua iluminado pela solidao das luminárias.
VANDERLI ALVES(07-NOVEMBRO-2012)
domingo, 4 de novembro de 2012
A ULTIMA GLORIA
Sigo por entre corredores interminaveis de saudade
Grito violentamente tua falta em silencio
Abomino tudo em mim que lembre voce
Deixei de fazer tanta coisa so pelo desprazer.
Sinto meu corpo aberto em chagas
Os pregos da horrivel cruz nos meus pulsos
Procuro saber o que fiz de tao grave
Para pagar tao alto preço
Por algo que nem sei se fiz ou o fizeram por mim.
Nada nessa vida apaga o sabor do amargo dos meus labios
Quando vejo-te envolta em outros sorrisos
Enlaçada em outros braços
Mirando sedenta em outros olhos
Desejando o que antes eu temia tanto.
Nas primeiras celas da masmourra do meu ser
Eu deixei o amor,a felicidade e o prazer
Nas outras fui esquecendo todas as minhas qualidades
Que antes eu usava para me enaltecer
E nas ultimas eu deixei os sonhos,a liberdade e a vontade de crescer.
Tento sair de onde estou
Iludo-me pensando que a chave da saida principal voce levou
Quando nao verdade ela sempre esteve em meus bolsos
Tao perto das minhas maos que finjo que nao existe
Assim sento na beira do abismo e antes de tentar pular
Penso se vale a pena o ultimo esforço
Ir embora desse mundo tao cedo talvez nao resolva
Porque nesse instante eu vejo no ceu um lindo sol
E eu so consegui ve-lo depois que toda a chuva passou.
VANDERLI ALVES(04-NOVEMBRO-2012)
Grito violentamente tua falta em silencio
Abomino tudo em mim que lembre voce
Deixei de fazer tanta coisa so pelo desprazer.
Sinto meu corpo aberto em chagas
Os pregos da horrivel cruz nos meus pulsos
Procuro saber o que fiz de tao grave
Para pagar tao alto preço
Por algo que nem sei se fiz ou o fizeram por mim.
Nada nessa vida apaga o sabor do amargo dos meus labios
Quando vejo-te envolta em outros sorrisos
Enlaçada em outros braços
Mirando sedenta em outros olhos
Desejando o que antes eu temia tanto.
Nas primeiras celas da masmourra do meu ser
Eu deixei o amor,a felicidade e o prazer
Nas outras fui esquecendo todas as minhas qualidades
Que antes eu usava para me enaltecer
E nas ultimas eu deixei os sonhos,a liberdade e a vontade de crescer.
Tento sair de onde estou
Iludo-me pensando que a chave da saida principal voce levou
Quando nao verdade ela sempre esteve em meus bolsos
Tao perto das minhas maos que finjo que nao existe
Assim sento na beira do abismo e antes de tentar pular
Penso se vale a pena o ultimo esforço
Ir embora desse mundo tao cedo talvez nao resolva
Porque nesse instante eu vejo no ceu um lindo sol
E eu so consegui ve-lo depois que toda a chuva passou.
VANDERLI ALVES(04-NOVEMBRO-2012)
sexta-feira, 2 de novembro de 2012
JULIA
No meio da sala
Com suas sapatilhas douradas
Rodopiava alegre
Seus paços de bailarina.
No meio da sala
perdia-se entre a dança
Nao se esquecia de um dia ainda
Ser uma bailarina famosa.
No meio da sala
Sentiu o pe torcido
Os sonhos destruidos
Sem mais poder dançar.
No meio da sala
como se nao mais tivesse alma
Passava os dias parada
Como se estivesse morta
secando por dentro
a o olhar suas sapatilhas douradas.
VANDERLI ALVES(26-ABRIL-2006
INSTANTE FATAL
O menino na porta
A bola na calçada
O menino na calçada
A bola na rua
O menino na rua
A bola embaixo do carro
O menino embaixo do carro
Agarrado a bola,morria.
VANDERLI ALVES(11-AGOSTO-2006)
A bola na calçada
O menino na calçada
A bola na rua
O menino na rua
A bola embaixo do carro
O menino embaixo do carro
Agarrado a bola,morria.
VANDERLI ALVES(11-AGOSTO-2006)
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