quarta-feira, 19 de dezembro de 2012
O PASSEIO DOS ANJOS
Eles vao assim que o sopro da vida cessa
Tao rapido que as vezes nao da tempo para as despedidas
E o pouco tempo em que passearam entre nos
Depois nos mostram pelas nossas lagrimas
Que nunca sera suficiente o tempo de estadia em que ficaram
Pela longa e eterna ausencia que se encerra.
Nao importa se o laço de sangue era suficiente
Nem a amizade impar tao dedicada
Nem todo o sentimento matrimonial construido
Vao mesmo nunca querendo.
E vao levando lembranças nossas
Risos que muitas vezes foram divididos
Vao como se nunca tivessem ido de verdade
Porque nossa mente magoada imagina-os em viagem intermitente
E sem data alguma para a volta.
Em um momento usam dos sonhos
Para mostrarem-se alegres ou tristes
Em outro momento causam arrepios
Como se estivessem tentando fazerem-se proximos
Ao acordar desses sonhos pensamos ser tao real
Mas era irreal
Ao arrepiar-se pensamos realmente em algo presente
Mas era imaterial.
Por onde eles andam?
O que fazem depois que partem?
Para onde vao afinal de contas?
Havera o reencontro algum dia?
E a vida segue de maos dadas com a morte
Levando nossas perguntas
E nunca trazendo suas respostas.
JOSE VANDERLI(19 DEZEMBRO 2012)
segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
O RAMO DE FLOR PRESO AO TEU CABELO
Que dor é essa que me corroi a alma
Fazendo-me mirar nos umbrais das janelas vazias
Tornando sua existencia tao vil e febril
Traçando minha infelicidade tao certa
Na ausencia do que antes trazia-me risos?
Que dor é essa que me dilacera o peito
Pousando meus olhos sobre tua figura imovel
Afogando meus olhos em torrenciais lacrimosos
Cravando em minha memoria por derradeiro
O ramo de flor preso a teu cabelo
O divino do teu rosto sereno
A brancura macia do teu vestido?
Que dor é essa que me trava o riso
Trazendo consigo amarras tao amargas ao espirito
No esforço do ar suspirado aos pulmoes
Traduzidos no ultimo sorriso como despedida
No ultimo olhar como alento na cena final
Ao ser solitario que agora vaga na vida
Ao desconhecido que causa o rapto da alma desejada?
Que dor é essa que em toda a natureza expressa-se
No uivo doloroso dos caes la fora
Na lua que assite triste da sua gloria celestial
Da flor que balança lenta perdendo petalas
Nas nuvens que formam enigmas em contornos irregulares
Das gotas que caem do ceu ao rosto do ser enlutado?
Que dor é essa que mesmo dormente nao termina
Fazendo-nos desejar o dia frio pousado na lapide
Juntando a materia com a outra materia
Quando em vida completava tao divinamente
A alma gemea que antes compartilhava a vida?
VANDERLI ALVES(29 NOVEMBRO 2012)
Fazendo-me mirar nos umbrais das janelas vazias
Tornando sua existencia tao vil e febril
Traçando minha infelicidade tao certa
Na ausencia do que antes trazia-me risos?
Que dor é essa que me dilacera o peito
Pousando meus olhos sobre tua figura imovel
Afogando meus olhos em torrenciais lacrimosos
Cravando em minha memoria por derradeiro
O ramo de flor preso a teu cabelo
O divino do teu rosto sereno
A brancura macia do teu vestido?
Que dor é essa que me trava o riso
Trazendo consigo amarras tao amargas ao espirito
No esforço do ar suspirado aos pulmoes
Traduzidos no ultimo sorriso como despedida
No ultimo olhar como alento na cena final
Ao ser solitario que agora vaga na vida
Ao desconhecido que causa o rapto da alma desejada?
Que dor é essa que em toda a natureza expressa-se
No uivo doloroso dos caes la fora
Na lua que assite triste da sua gloria celestial
Da flor que balança lenta perdendo petalas
Nas nuvens que formam enigmas em contornos irregulares
Das gotas que caem do ceu ao rosto do ser enlutado?
Que dor é essa que mesmo dormente nao termina
Fazendo-nos desejar o dia frio pousado na lapide
Juntando a materia com a outra materia
Quando em vida completava tao divinamente
A alma gemea que antes compartilhava a vida?
VANDERLI ALVES(29 NOVEMBRO 2012)
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