terça-feira, 10 de setembro de 2013
SER HUMANO
Faço-me de bom
Um anjo inocente anunciando a paz aos homens
Trato a maldade como um sentimento inatingivel a mim
Sinto-me um ser soberano supremo
Sentado e coroado num trono de gloria e justiça.
Mas eu expurgo-te assim que vais embora
Entonando minha voz em ameaças praguejosas
E deixo criancinhas morrerem de fome
Assisto as injustiças,mantendo-me ao longe
Disfarço toda minha hipocrisia para nunca perceberem
Que dentro de mim emana podridao humana
Maldade desfarçada de bondade.
Mostro-lhe sempre um sorriso generoso
Reverenciando sua visao de enxergar o mundo
Faço da compreensao da raça humana meu tapete de santidade
Defendo os seres inocentes da vil covardia humana.
Mas em meu intimo esta escondido as juras de maldades
Vendo-lhe como escarnio digno de abominaçao
Desejando a toda a humanidade um fim doloroso e horrivel
E celebrando a injustiça que assola os seres humanos.
Desejo-lhe uma ida tranquila com promessa de felicidade futura
Deitando lagrimas ao som de teu ultimo suspiro
Mas esperando ver por baixo da terra que te cobre
Um inferno a queimar-te vivo.
VANDERLI ALVES(6-setembro-2013)
sexta-feira, 22 de março de 2013
SEGUNDA INTENÇAO
É no exato que acontece as vezes o imperfeito
Nem sempre as lagrimas começam nos olhos
E nem sempre sao nos olhos de quem as choram.
Erguem as maos ao alto muito rapido
E nem sempre pode-se distinguir os lados
Porque nem sempre carencia emocional é sentimento.
Atravessam as ruas sem olharem para os lados
E nem sempre sao ruas,as vezes sao vontades
Sufocadas a noite por macios travesseiros de plumas.
Perdem sua identidade sexual numa banalizaçao ocasional
Sao jovens procurando cedo,respostas para tudo
E nem sempre sao jovens,sao adolescentes em crise existencial.
A maioria pacifica olha apreensiva
A minoria que a olha com furia e odio
E se nao fossem a minoria,o que restaria da maioria,entao?
Sao tantos que se fecham em si
Recolhidos a longa epoca de clausura espiritual
E nem sempre é clausura,as vezes é prisao emocional.
Sao tantas frases suaves carregadas de sentimentos
Sentimentos de lovavel devoçao e ate comoçao
As vezes nem é sentimento,as vezes é so segunda intençao.
VANDERLI ALVES(19MARÇO2013)
sábado, 2 de março de 2013
O FRUTO AMARGO DA ILUSAO
Era para ser para sempre
Quando escrevemos nossos nomes numa arvore
Quando naquele momento magico
Damos as nossas maos consternados
Prometendo-nos amor eterno.
Era para ser sempre alegre
Quando riamos das coisas mais insignificantes
Quando ficavas rubra ao ler algum poema meu
Do seu sorriso ao receber as flores mandadas
Quando estavas tristes e contava-lhe algo engraçado
Na tentativa de colher algum sorriso dos labios seus.
Era para ficarmos juntos para sempre
Quando nos prometemos companhia incondicional
Quando eu prendia-lhe em meus braços
Naquelas tardes alegres que passavam tao rapido
Todos iam embora e nos ficavamos e ficavamos.
Passou muito tempo
E com ele veio a maturidade e suas consequencias
A epoca do fenecimento dos sonhos
A realidade escaupelando nossos sonhos um a um
Nao sobrando nada de bom que fosse motivo de um sorriso.
Entao naquela arvore ficaram
A eternidade dos nossos sentimentos
A alegria de tudo que sentiamos um pelo outro
o companheirismo antes prometido a os risos
E o proprio tempo encarregou de deixar bem claro isso
Quando permitiu a os humanos derrubarem aquela arvore
Construindo no lugar dela muitas casas
Com muita gente infeliz morando dentro.
(JOSE VANDERLI(1 MARÇO 2013)
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013
A GAROTINHA
Eu era muito pequena
Nao entendia
Quando ele entrava no quarto
E me pegava.
Sentia seus braços fortes
Agarrarem -me
-Papai,por que?
E me desvirginava.
Eu era uma criança
Apavorada
E com medo me calava
Todas as vezes que
Entrava no meu quarto
E me estuprava.
Sentia seus braços fortes
Agarrarem-me
-Papai,por que?
-Psiu!Calada!
Um dia mamae viu
E policiais invadiram a casa
Nunca mais vi papai
Nunca mais ele entrou no quarto
E eu continuei a dormir
Traumatizada.
VANDERLI ALVES
Nao entendia
Quando ele entrava no quarto
E me pegava.
Sentia seus braços fortes
Agarrarem -me
-Papai,por que?
E me desvirginava.
Eu era uma criança
Apavorada
E com medo me calava
Todas as vezes que
Entrava no meu quarto
E me estuprava.
Sentia seus braços fortes
Agarrarem-me
-Papai,por que?
-Psiu!Calada!
Um dia mamae viu
E policiais invadiram a casa
Nunca mais vi papai
Nunca mais ele entrou no quarto
E eu continuei a dormir
Traumatizada.
VANDERLI ALVES
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013
PRIMAVERA DE DOR
Foram muitos dias enegrecidos pela minha solidao
Sempre deparando-me com pessoas vazias
Caminhante andava eu a beira do meu precipicio pessoal
Nao enxergando nenhum ponto de luz no ceu da minha alma.
Segui tentando,buscando pelos restos de sorrisos
A cura para meu vazio existencial
Queria encontrar essencia primaveril humana
E sabia que seria dificil de encontrar.
Apos muitas vezes pensar em fechar-me para o mundo
Sem que esperasse aparecer tao fulgurante beleza
Apareceste-me de relance como aparecem os raios de sol
Depois de terrivel tempestade angustiante.
Era maravilhoso ouvir as palavras desprenderem-se de teus labios
E sem reservas ,no mais intimo do meu querer
Deixei a aurea de teus sorrisos invadirem-me por todos os lados
Era a primavera da paixao humana chegando ao meu ser.
Talvez nunca percebestes na intençao verdadeira das minhas palavras
Em sempre dizer que eras uma fonte de luz humana
Que emanava intensos raios de bondade
Sonhando um dia,ter pousado em meu coraçao
A tua doçura,o teu afeto,a tua afeiçao.
E pouco a pouco vi em mim uma paixao arrebatadora surgir
Crescendo em cada sorriso teu espontaneo
Em cada palavra tua escutada ao longe
Tudo agora tido como doce engano.
Porque hoje soube em poucas palavras escritas
Que teu coraçao agora tinha dono
E por pouco tempo minha alma enlutou-se gravemente
De tudo que sentia em relaçao a ti,nao mais meu raio de luz.
Os que te conheciam desejavam-te felicidades
Eu juro que quis,mas nao consegui...
Travei quando meus olhos encheram-se de lagrimas
Eu juro-te que tentei,mas estava muito amargo
Doia tanto em meu peito que eu nao acreditava
Que a primavera,antes tao sublime,passava.
Eu sei ao certo que na mesma medida
Em que o coraçao dele eleva-se em risos
O meu enterra-se em trevas pavorosas.
Que o poema que tanto pedia-me
Ao inves de escrito com alegria
Agora fosse escrito na tristesa plena
Em que minha alma despede-se da tua alma.
VANDERLI ALVES(22 FEVEREIRO 2013)
terça-feira, 12 de fevereiro de 2013
O HOMEM QUE CAMINHAVA NA BEIRA DO MAR
Um homem caminhava longamente pela beira da praia
Sobre ele estampava-se um ceu azul claro e limpido
E embaixo dos seus pes estendia-se imenso
O tapete magnifico de areia e conchinhas do mar.
Era tudo o que ele precisava
Mas queria mais.
Ele queria uma incontavel fortuna no banco
Ele queria os carros mais modernos que houvessem
Ele queria um iate para imprecionar todos e dominar o mar
Ele queria comprar amigos com o que pudesse pagar.
Um homem caminhava longamente pela beira da praia
A sua frente uma sublime vista e calmaria fazia-se
Sentia o ar puro invadir seus pulmoes refrigerando-os
O suave canto dos passaros antes de baterem em revoada.
Era tudo o que ele precisava
Mas queria mais.
Ele queria muitas açoes na bolsa
Ele queria joias das mais preciosas para exibi-las ao vento
Ele queria palacios em seu nome
Ele queria ter tudo que sua vista pudesse alcançar.
Um homem caminhava longamente pela beira da praia
Pensando na vida toda que desperdiçou
Correndo atras de ter tudo aquilo que pudesse comprar
Deixando os pes afundarem sob a areia
Esperando a agua alcançar seus cabelos lentamente
Ia embora dali com o unico bem
Que nunca conseguira comprar.
VANDERLI ALVES(12 FEVEREIRO 2013)
Sobre ele estampava-se um ceu azul claro e limpido
E embaixo dos seus pes estendia-se imenso
O tapete magnifico de areia e conchinhas do mar.
Era tudo o que ele precisava
Mas queria mais.
Ele queria uma incontavel fortuna no banco
Ele queria os carros mais modernos que houvessem
Ele queria um iate para imprecionar todos e dominar o mar
Ele queria comprar amigos com o que pudesse pagar.
Um homem caminhava longamente pela beira da praia
A sua frente uma sublime vista e calmaria fazia-se
Sentia o ar puro invadir seus pulmoes refrigerando-os
O suave canto dos passaros antes de baterem em revoada.
Era tudo o que ele precisava
Mas queria mais.
Ele queria muitas açoes na bolsa
Ele queria joias das mais preciosas para exibi-las ao vento
Ele queria palacios em seu nome
Ele queria ter tudo que sua vista pudesse alcançar.
Um homem caminhava longamente pela beira da praia
Pensando na vida toda que desperdiçou
Correndo atras de ter tudo aquilo que pudesse comprar
Deixando os pes afundarem sob a areia
Esperando a agua alcançar seus cabelos lentamente
Ia embora dali com o unico bem
Que nunca conseguira comprar.
VANDERLI ALVES(12 FEVEREIRO 2013)
segunda-feira, 28 de janeiro de 2013
LUCIFER
Descendo o limbo
A direita do caminho de hades
Encontram-se seres chorando inconsolaveis
Escondidos nas muitas sombras
E o Lucifer passeia radiante
Por cada beco estreito que ha no seol
Nao vendo nenhuma gloria em si
Mas com ele vieram muitos seguidores
Assim conta a terrivel historia
E por lugar nenhum se viu caldeiroes fervendo
Por que nao quis ser imitaçao de bruxas
E em maos nenhuma se viu tridentes
Por que nao se compararia a Netuno
Visto que ele nao passava de um ser mitologico
Chegou-se a uma mesa onde haviam seus principais
Prusias,Nysroch,Haborym,Eurinomio,Chax,Chamos,Astaroth
Amaduscias,Abramelech,Andras,Aliocer
Todos olhando-o com inveja disfarçada
Por que naquele reino so ele brilhava
Visto que era anjo de origem honrosa
Cali,com sua beleza egoista e majestosa
Ergueu-se de onde estava e articulou os labios a falar
Antes,o anjo supremo erguendo uma mao,calou-a
Antes da primeira palavra sair ao ar
E todos entenderam imediatamente
E ficaram confusos no mesmo instante
Porque viam que seu verdadeiro principe sempre
Emanava serenidade e mansidao
Enquanto todos batiam palmas,aplaudindo-o
Caim ergueu sua voz vagarosamente saudando-o:
-Grande es tu,meu principe
Quando por nome de Barrabas entre os mortais
Fizestes o povo escolher a ti e nao o Outro
Em seguida,Aaba reverenciando-o continuou:
-Magnifico es tu,meu principe
Quando deixastes que Ele derrotasse a morte
E ficasse responsavel pela abertura dos portoes
Por que agora toda alma que chega aqui
Os homens acusam-o da maldade sarcastica
Em manda-las para este lugar tao desconcertante
E gritos de celebração foram ouvidos
Rapidamente chegaram bestas de todos os lugares
Os demonios aproximavam-se deixando para tras
Seus disfarces de principes e outro seres
Que inspiravam doçura e bondade
De repente
Uma alma entra correndo e gritando
Um corredor é aberto entre os demonios
E a figura de Getzas prostra-se aos pes de Lucifer
Seus olhos encontram o esplendor do ser supremo
Que o observa em silencio
Um guardiao das cadeias das almas inclina sua lança de fogo
E antes que aflija a pobre alma prostrada ali
O principe para-o com apenas um olhar
Aproveitando o breve momento,Getzas agarra a mao do principe:
-Mestre,tu es grande e poucos entendem teu reinado
Eu fui abandonado naquela cruz e condenado
Aqui recebeste-me,aqui nao me condenastes
E nenhuma outra alma ou ser que se encontra nesse recinto
Foi por tua mao ou pelo teu cajado
Em um unico momento viu-se uma ponta de um breve sorriso
Lucifer tentava disfarçar a sua satisfaçao
Como uma pobre e miseravel alma pöde
Perceber o que nenhum chefe de seu reinado nunca conseguiu
Que ate para ferir jó apenas cumpriu ordens
E antes que a miseravel alma continuasse
E o destruisse com o abrir de seus labios
O principe ordenou ao guardiao que a levasse dali:
-Leve-a para o limbo e deixe-a la
Getzas fora arrastado dali pelo guardiao
E o Lucifer saiu vagarosamente
Queria caminhar sozinho pelo seu reinado
Deixou para tras todos os demonios e bestas
Comentando o atrevimento daquela alma
Diante dos comentarios que escutava
Enquanto se retirava do ambiente
Balançou a cabeça reprovando a todos ali
Ja distante de todos ,sozinho
Lembrou dos discipulos de Jesus
Que sempre estavam perto de seu mestre
Mas nunca entendiam realmente nada
Do que o salvador lhes dizia.
Talvez,esse tenha sido o principal motivo
De ter sido expulso um dia,do paraiso.
VANDERLI ALVES(28 JANEIRO 2013)
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