Eu era muito pequena
Nao entendia
Quando ele entrava no quarto
E me pegava.
Sentia seus braços fortes
Agarrarem -me
-Papai,por que?
E me desvirginava.
Eu era uma criança
Apavorada
E com medo me calava
Todas as vezes que
Entrava no meu quarto
E me estuprava.
Sentia seus braços fortes
Agarrarem-me
-Papai,por que?
-Psiu!Calada!
Um dia mamae viu
E policiais invadiram a casa
Nunca mais vi papai
Nunca mais ele entrou no quarto
E eu continuei a dormir
Traumatizada.
VANDERLI ALVES
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013
PRIMAVERA DE DOR
Foram muitos dias enegrecidos pela minha solidao
Sempre deparando-me com pessoas vazias
Caminhante andava eu a beira do meu precipicio pessoal
Nao enxergando nenhum ponto de luz no ceu da minha alma.
Segui tentando,buscando pelos restos de sorrisos
A cura para meu vazio existencial
Queria encontrar essencia primaveril humana
E sabia que seria dificil de encontrar.
Apos muitas vezes pensar em fechar-me para o mundo
Sem que esperasse aparecer tao fulgurante beleza
Apareceste-me de relance como aparecem os raios de sol
Depois de terrivel tempestade angustiante.
Era maravilhoso ouvir as palavras desprenderem-se de teus labios
E sem reservas ,no mais intimo do meu querer
Deixei a aurea de teus sorrisos invadirem-me por todos os lados
Era a primavera da paixao humana chegando ao meu ser.
Talvez nunca percebestes na intençao verdadeira das minhas palavras
Em sempre dizer que eras uma fonte de luz humana
Que emanava intensos raios de bondade
Sonhando um dia,ter pousado em meu coraçao
A tua doçura,o teu afeto,a tua afeiçao.
E pouco a pouco vi em mim uma paixao arrebatadora surgir
Crescendo em cada sorriso teu espontaneo
Em cada palavra tua escutada ao longe
Tudo agora tido como doce engano.
Porque hoje soube em poucas palavras escritas
Que teu coraçao agora tinha dono
E por pouco tempo minha alma enlutou-se gravemente
De tudo que sentia em relaçao a ti,nao mais meu raio de luz.
Os que te conheciam desejavam-te felicidades
Eu juro que quis,mas nao consegui...
Travei quando meus olhos encheram-se de lagrimas
Eu juro-te que tentei,mas estava muito amargo
Doia tanto em meu peito que eu nao acreditava
Que a primavera,antes tao sublime,passava.
Eu sei ao certo que na mesma medida
Em que o coraçao dele eleva-se em risos
O meu enterra-se em trevas pavorosas.
Que o poema que tanto pedia-me
Ao inves de escrito com alegria
Agora fosse escrito na tristesa plena
Em que minha alma despede-se da tua alma.
VANDERLI ALVES(22 FEVEREIRO 2013)
terça-feira, 12 de fevereiro de 2013
O HOMEM QUE CAMINHAVA NA BEIRA DO MAR
Um homem caminhava longamente pela beira da praia
Sobre ele estampava-se um ceu azul claro e limpido
E embaixo dos seus pes estendia-se imenso
O tapete magnifico de areia e conchinhas do mar.
Era tudo o que ele precisava
Mas queria mais.
Ele queria uma incontavel fortuna no banco
Ele queria os carros mais modernos que houvessem
Ele queria um iate para imprecionar todos e dominar o mar
Ele queria comprar amigos com o que pudesse pagar.
Um homem caminhava longamente pela beira da praia
A sua frente uma sublime vista e calmaria fazia-se
Sentia o ar puro invadir seus pulmoes refrigerando-os
O suave canto dos passaros antes de baterem em revoada.
Era tudo o que ele precisava
Mas queria mais.
Ele queria muitas açoes na bolsa
Ele queria joias das mais preciosas para exibi-las ao vento
Ele queria palacios em seu nome
Ele queria ter tudo que sua vista pudesse alcançar.
Um homem caminhava longamente pela beira da praia
Pensando na vida toda que desperdiçou
Correndo atras de ter tudo aquilo que pudesse comprar
Deixando os pes afundarem sob a areia
Esperando a agua alcançar seus cabelos lentamente
Ia embora dali com o unico bem
Que nunca conseguira comprar.
VANDERLI ALVES(12 FEVEREIRO 2013)
Sobre ele estampava-se um ceu azul claro e limpido
E embaixo dos seus pes estendia-se imenso
O tapete magnifico de areia e conchinhas do mar.
Era tudo o que ele precisava
Mas queria mais.
Ele queria uma incontavel fortuna no banco
Ele queria os carros mais modernos que houvessem
Ele queria um iate para imprecionar todos e dominar o mar
Ele queria comprar amigos com o que pudesse pagar.
Um homem caminhava longamente pela beira da praia
A sua frente uma sublime vista e calmaria fazia-se
Sentia o ar puro invadir seus pulmoes refrigerando-os
O suave canto dos passaros antes de baterem em revoada.
Era tudo o que ele precisava
Mas queria mais.
Ele queria muitas açoes na bolsa
Ele queria joias das mais preciosas para exibi-las ao vento
Ele queria palacios em seu nome
Ele queria ter tudo que sua vista pudesse alcançar.
Um homem caminhava longamente pela beira da praia
Pensando na vida toda que desperdiçou
Correndo atras de ter tudo aquilo que pudesse comprar
Deixando os pes afundarem sob a areia
Esperando a agua alcançar seus cabelos lentamente
Ia embora dali com o unico bem
Que nunca conseguira comprar.
VANDERLI ALVES(12 FEVEREIRO 2013)
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