ESPECTRO
Esqueço do resto que devia lembrar
Apago tudo que deveria ficar
Enxugo os olhos secos de lagrimas
Entorpeço antes de qualquer lucidez chegar
Busco um por-do-sol triste
Onde eu possa olhar o horizonte vazio
Fazendo do olhar perdido meu espelho
Fazendo da minha dor uma tempestade
Sem ter que representar
Desfaço em pedaços minha vontade
Para que nao me reste vontade alguma de lutar
Por que sou um anjo caido pela estrada
Um perdedor voltando para casa
Sem falas bonitas para ecoar
No meio do nada me perco
E é aí que fico inutil
No meu estado mais demente estaguino
Fecho os olhos de tanta covardia
Tranco os pensamentos bons bem trancados
Solto toda a dor que havia antes dos sorrisos
Vejo os filetes escarlate esvairem-se
Manchando a cor unica do chao
Ao meu egoismo dou as maos e sigo
Num caminho sozinho onde ninguem me acompanha
Pedindo perdao sem poder ficar para ouvir as respostas
Sem pensar nos que ficam fui...
Nao sei para onde sigo
No meio dessa escurridao nao da para enxergar nada
Vultos,muitos vultos
Vozes intensamente aveludadas
As vezes,so as vezes
Penso que estou caminhando no inferno.
03-08-2011
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